Apesar de melhora, indústria do Alto Tietê fecha segundo mês consecutivo com saldo negativo de vagas de emprego

Metalurgia foi o setor que apresentou o pior resultado no mês de setembro. — Foto: Reprodução/EPTV

Em setembro, foram fechadas 10 vagas. Geração de empregos entrou no vermelho em agosto, após sete meses de criação de postos de trabalho.

Pelo segundo mês consecutivo, a industrial do Alto Tietê apresentou resultado negativo na geração de empregos. Depois de sete meses com resultados positivos, o setor termina setembro com menos 10 empregados. Mas houve melhora em relação a agosto, quando foram fechados 250 postos de trabalho.

Os dados são referentes as oito cidades da regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). São elas Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.

No ano, a indústria do Alto Tietê gerou 4.050 postos de trabalho, um aumento de 6,63% no nível de emprego industrial, enquanto a média estadual é de 0,62% no mesmo período. Com isso, se mantém no segundo lugar no ranking estadual.

Na comparação de setembro de 2017 e 2018, o Alto Tietê apresenta resultado também negativo, considerando que no ano passado a variação foi positiva em 0,3% e agora ela ficou no vermelho em 0,01% em relação ao mês de agosto.

O resultado de setembro foi impulsionado principalmente pelas atividades de metalurgia, que ficou negativa em -4,72, a de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com -1,43, e produtos de borracha e material plástico, que apresentou variação e -0,98.

Os melhores indicadores ficaram o setor de produtos têxteis (2,01), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (1,78) e máquinas e equipamentos (1,16).

“A tendência é de uma redução no ritmo de contratações neste final de ano. Aliás, a retomada dos índices de produção anteriores à crise ainda deve levar um tempo e requer medidas macroeconômicas, como a redução dos juros, mudanças na tributação e maior investimento em infraestrutura”, avalia José Francisco Caseiro, diretor do CIESP Alto Tietê.

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