Frota de veículos de Poá tem maior crescimento do Alto Tietê

Frota de carros de Suzano é a que teve maior crescimento do Alto Tietê (Foto: Reprodução/TV Diário)

Número passou de 46.426 em 2014 para 52.724 veículos em 2018, um crescimento de 24,34% em quatro anos.

Poá é a cidade com o maior crescimento da frota de veículos no Alto Tietê nos últimos quatro anos. O aumento, segundo o Departamento de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), foi de 24,34% de 2014 para 2018. O número passou de 46.426 carros para 52.724. Houve crescimento da frota em todas a cidades da região.

Em segundo lugar ficou a cidade de Suzano que atualmente possui 137.460 veículos contra os 112.989 de quatro anos atrás. Um aumento de 21,66%.

Biritiba Mirim foi a terceira cidade da região que apresentou o maior crescimento. Segundo o Detran, em julho de 2014 a frota era de 10.417 e julho deste ano passou para 12.626, totalizando 21,21%.

O menor índice nos últimos quatro anos foi em Salesópolis. De acordo com os números do Detran, em julho de 2014 a cidade tinha 9.740 veículos e neste ano passou para 11.016. Um crescimento de apenas 13,10%.

Nos números enviados pelo Detran-SP ao G1, a frota dos municípios é composta por carros, caminhões, ônibus e motocicletas.

Frota de veículos do Alto Tietê

Cidade Maio de 2014 Julho de 2018 Crescimento


Arujá 49.496 55.894 12,93%
Biritiba Mirim 10.417 12.626 21,21%
Ferraz de Vasconcelos 60.939 69.480 14,02%
Guararema 14.814 17.922 20,98%
Itaquaquecetuba 100.105 120.264 20,14%
Mogi das Cruzes 210.902 241.457 14,49%
Poá 46.426 52.724 24,34%
Santa Isabel 24.818 28.804 16,06%
Salesópolis 9.740 11.016 13,10%
Suzano 112.989 137.460 21,66%


Fonte: Detran-SP


Com o crescimento da frota no Alto Tietê nos últimos quatro anos, a mobilidade urbana se torna um grande desafio. O engenheiro especialista em trânsito José Roberto Albrecht aponta que o maior número de carros e motos nas ruas se deve aos constantes incentivos do governo federal.

“Antes o crescimento médio da frota ficava entre 4,5% e 5%. Mas nos anos de 2011/2012, o governo federal deu incentivo para a compra de carro com a retirada do IPI e financimentos com maior número de parcelas. Isso incentivou muita gente a comprar carro.”

Ao mesmo tempo que incentivou a compra de veículo, o engenheiro destaca que o governo federal criou o Plano Nacional de Mobilidade. Ele afirma que uma das diretrizes do plano é incentivar o uso do transporte público.

Para Albrecht, a conta dessa contradição ficou para as prefeituras. “As prefeituras sofrem porque não conseguem pavimentar ruas e melhorar a pavimentação que já existe no mesmo ritmo que as montadoras fabricam os carros.”

Ele cita ainda que em cidades antigas, como Mogi das Cruzes outros fatores prejudicam ainda mais a fluidez do trânsito. “Em Mogi dependendo da hora e para onde se vai é difícil cruzar a cidade. Tem muitas ruas estreitas que recebem um volume de tráfego intenso. Ou seja é muito veículo para a capacidade das pistas. Paralelo a isso também não se consegue estacionar na cidade.”

Para Albrecht, o investimento em transporte público é uma das alternativas. “As prefeituras precisam investir em um transporte público de maior qualidade e que atenda a população. Desta forma, as pessoas podem deixar o comodismo de usar o carro no dia a dia para aderir ao transporte. O carro deveria ser usado mais para lazer e passeios no final de semana. O Plano Nacional de Mobilidade Urbana em um dos artigos incentiva a carona.”

O engenheiro destaca que o transporte público precisa ser atraente para a população. “A população cresceu muito e o transporte público como trens e ônibus é sempre cheio. No caso dos ônibus eles sempre atrasam até por causa do trânsito pesado que impede a pontualidade dos horários. Algumas linhas são longas e demoram mais para chegar. Então, nesses casos precisa ter um número maior de carros.”

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