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Ter, Ago

Mulher que confessou assassinato da mãe em Mogi quis se vingar da irmã, diz polícia

Para a polícia, a filha Jaqueline Rosa dos Santo Porto (à esq) matou a mãe, Vanilda Pereira dos Santos (à dir) — Foto: Reprodução/TV Diário

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Segundo o delegado Rubens José Angelo, Jaqueline dos Santos Porto quis se vingar da irmã, que foi contra o traslado do seu filho morto do Rio de Janeiro para Mogi. Mulher contou que colocou calmantes na sopa da mãe e depois a enrolou em tecidos.

A mulher que foi presa após ter confessado ter matado a mãe, em Mogi das Cruzes, disse para o delegado do Setor de Homicídios, Rubens José Angelo, que foi motivada por vigança.

Jaqueline Rosa dos Santos Porto, de 33 anos, já tinha passagem pela polícia do Rio de Janeiro por ter sequestrado uma criança e por falsidade ideológica. Ela foi presa nesta quinta-feira (15) após confessar o assassinato da mãe para a família.

"Ela fala o seguinte: que se vingou da irmã, pois ela teve um filho no Estado do Rio de Janeiro e esse filho morreu. E ela queria trasladar o corpo dessa criança sepultada no Rio para o Estado de São Paulo e sua irmã foi contra. Então, numa forma de vingança, para ela se vingar da pessoa de sua irmã, a Jaqueline mata a sua mãe", diz o delegado.

O corpo de Vanilda Pereira dos Santos, de 58 anos, foi encontrado na casa dela no dia 27 de julho, já em avançado estado de decomposição. No depoimento, Jaqueline contou que colocou seis comprimidos de calmante na sopa da mãe e, depois, a enrolou em tecidos.

"Ela amarra, ela ata, parecendo, semelhante a uma múmia, sendo que a pessoa de Vanilda acaba morrendo. Ela estava viva naquele momento ainda, que estava sendo amarrada e foi deixada no local e Jaqueline, em seguida, fugiu", contou o delegado (assista depoimento acima).

Jaqueline voltou apenas nesta quinta e confessou o assassinato ao pai. Ela ainda disse para a polícia que não gostava da mãe e que também queria matar o pai e outros parentes.

A mulher foi levada para a cadeia feminia de Poá e vai responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

“Ela está sendo presa temporariamente, por decisão da Justiça, pelo prazo de 30 dias em prisão temporária. Posteriormente será presa definitivamente com prisão preventiva", detalhou o delegado.

A irmã dela, Janaína Aparecida dos Santos, estava muito abalada durante a prisão. "Eu espero que a justiça seja feita mesmo, que ela pague de verdade."

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