Mais de 40 pessoas estão alojadas em escolas de Mogi das Cruzes por causa da chuva

Moradores de Mogi queimaram pneus e madeira em protesto pelos alagamentos na cidade. — Foto: Reprodução/TV Diário

Prefeitura monitora Rio Jundiaí e se não chover mais, previsão é que famílias retornem para casa nesta terça-feira (12).

A chuva de domingo (10), deixou 29 pessoas, de cerca de 10 famílias, desalojadas no Distrito de Jundiapeba em Mogi das Cruzes.

Por conta dos alagamentos, elas deixaram suas casas e estão abrigadas na Escola Municipal Astréa Barral Nébeas.

Segundo a Prefeitura, entre a manhã de domingo e a manhã de segunda-feira (11), choveu 101 milímetros em Jundiapeba.

A Escola Florisa Faustino Pinto, no Jardim Aeroporto II, abriga 19 pessoas que são de 6 famílias diferentes.

Elas são moradoras da região do Oropó que abrange os bairros Jardim Santos Dumont e Jardim Aeroporto.

O secretário Municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, informou que só na região do Oropó choveu de domingo para segunda-feira cerca de 150 milímetro.

Segundo o secretário, isso equivale a 63% do que choveu em março do ano passado todo. Ele disse ainda que durante a madrugada, a Defesa Civil fez um monitoramento nas margens do Rio Jundiaí e água está baixando.

O secretário avalia que se tudo correr bem e não chover, as famílias poderão voltar para casa nesta terça-feira (12).

Protestos
Na noite de segunda-feira, moradores do Distrito de Jundiapeba que tiveram as casas afetadas pela chuva realizaram um protesto.

A manifestação teve faixas e bloqueio da Avenida Lourenço de Souza Franco.

Os moradores queimaram pedaços de madeira e pneus.”Soltaram as comportas três vezes hoje sem comunicar moradores e a população. Mais de 3 mil pessoas perderam alimentos, eletrodomésticos e roupas. Não tem como tirar nada de casa porque a água está com quase 1 metro”, afirmou ajudante geral Renato Bispo.

O reflexo do protesto foi um congestionamento de mais uma hora nos dois sentidos da avenida.

Os participantes do protesto reclamaram da falta de atenção do poder público no bairro, principalmente depois dos alagamentos.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação de perto. O protesto terminou por volta das 21h.

Outro protesto na cidade por causa dos alagamentos provocados pela chuva aconteceu na tarde de segunda-feira.

Na altura do Oropó, moradores também queimaram pneus e madeira para interditar a Avenida Japão.

O trânsito no local chegou a ficar bloqueado e o motorista precisou dar uma volta para chegar ao outro lado da via.

A Polícia Militar foi chamada. Logo depois veio o Corpo de Bombeiros, que apagou o fogo e tirou o bloqueio do asfalto com enxadas e mangueira.

Balanço chuva
Depois da forte chuva de domingo e madrugada de segunda-feira, na segunda-feira a Represa Jundiaí em Mogi das Cruzes já está vertendo o excesso de água.

A informação foi dada pelo secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente Marcos Penido.

A Sabesp havia divulgado pouco antes das 6h que a represa está em estado de alerta.

“A água está sendo liberada pelos vertedouros da represa em uma velocidade máxima de 1 metro cúbico por segundo. Isso é compatível para que se evite maiores transtornos nas regiões mais baixas”, explicou Penido.

 

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