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Sáb, Fev

Ferraz de Vasconcelos faz ações para prevenção e diagnóstico da hanseníase

Moradores de Ferraz de Vasconcelos terão atendimento em UBS para diagnóstico e tratamento da hanseniase — Foto: Jéssica Alves/G1

Ferraz

Moradores podem procurar postos de saúde para passar por triagem.

Os moradores de Ferraz de Vasconcelos poderão encontrar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) diagnóstico, tratamento e conscientização da hanseníase.

Segundo a Prefeitura, as ações fazem parte do Janeiro Roxo e serão realizadas até 31 de janeiro.

O atendimento para suspeita e encaminhamento para o tratamento da doença é realizado durante todo o ano na cidade, mas intensificado em janeiro.

Nos postos de saúde e também no Serviço de Atendimento Especializado (SAE), os pacientes podem encontrar avaliadores que observam manchas na pele, que podem ser ou não provenientes da doença.

Dependendo do resultado desta avaliação, o morador é encaminhado para um dermatologista da rede.

A Secretaria de Saúde também deverá realizar palestras em indústrias e escolas da cidade abordando o tema.

Outra estratégia é a distribuição de materiais informativos, visando a conscientização e o diagnóstico precoce.

De acordo com o secretário municipal de Saúde Aloísio Lopes Priuli, o objetivo do “Janeiro Roxo” é despertar a autoavaliação. “Muitas vezes uma mancha pode ser confundida com uma micose ou passar despercebida. As costas, por exemplo, é um lugar do corpo que não conseguimos observar. As manchas da hanseníase não doem, por isso é importante pedir ajuda de parentes ou cônjuge para verificar manchas em lugares que não conseguimos ver e prestarmos atenção nos sinais do corpo.”

Hanseníase
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a hanseníase, antigamente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, tendo sido identificada no ano de 1873 pelo cientista Armauer Hansen.

É uma das doenças mais antigas, com registro de casos há mais de 4000 anos, na China, Egito e Índia. A doença tem cura, mas, se não tratada, pode deixar sequelas.

A transmissão se dá por meio de convivência muito próxima e prolongada com o doente da forma transmissora, chamada multibacilar, que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase.

Cerca de 90% da população têm defesa contra a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição a doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos. A maneira como ela se manifesta varia de acordo com a genética de cada pessoa.

Além de manchas na pele, outros sintomas da hanseníase podem ser formigamentos, dormências, fraqueza, atrofias musculares, placas e nódulos, manchas com queda de pelos ou cortar-se ou queimar-se sem sentir.

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