Duplicação da Mogi-Dutra gera reclamações de moradores de Arujá

Duplicação da Rodovia Mogi-Dutra — Foto: Reprodução/TV Diário

Quem mora perto da estrada afirma que tempo de deslocamento até o Centro vai aumentar.

O projeto de duplicação da Rodovia Mogi-Dutra, no trecho entre a Ayrton Senna e a Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, não está agradando algumas pessoas que vivem e trabalham na altura do bairro Vertentes.

Eles afirmam que a duplicação, por exigir um canteiro central, vai complicar muito o acesso até a região central de Arujá, principalmente, em casos de emergências, já que naquela região tem uma casa de repouso.

Para facilitar e não aumentar o tempo de deslocamento, os moradores apontam que o ideal seria a construção de uma rotatória.

O empresário Francisco Mayo mora no loteamento Vertentes, em Arujá, há 10 anos. Neste período, o lugar cresceu e hoje são pelo menos 150 famílias vivendo no local.

O projeto de duplicação da Rodovia Mogi-Dutra foi feito há 15 anos e, para o empresário, está defasado.

“Para o tempo que foi desenvolvido era perfeito. Hoje o aumento populacional é muito grande. O trânsito está carregado por causa da obra, mas quando a obra for concluída teremos a inauguração do Rodoanel. O que vai impactar entre 30% a 40% de aumento do tráfego por conta das cidades do Vale. Para ir para cidade estamos aumentando em 12 quilômetros. Ou seja uma distância de 6 passa a ser de 18 quilômetros.”

No loteamento tem uma casa de repouso para idosos. A sócia e administradora do empreendimento, Reni Bettoni, está bem preocupada com a duplicação da pista. Ela aponta que a distância e o tempo de deslocamento até o hospital vão triplicar.

“Em um horário de maior fluxo fica complicado. Mesmo porque quando a gente se depara com fluxo de veículo precisa ir à rotatória na entrada da cidade e tem que fazer o retorno para entrar no bairro novamente. Quando tem uma emergência complica mais porque não temos rapidez que precisamos no atendimento”, avalia Rene.

Por dia, pelo menos 15 mil veículos passam pela rodovia. Mas no horário de pico o movimento fica maior e sair do bairro vira um desafio para os moradores. “Eu tenho que ir na rotatória lá embaixo para poder voltar”, explica a gerente administrativa Cristina Mara.

Com a duplicação deve ser feita também a divisão entre as pistas, como no trecho da rodovia entre a Ayrton Senna e Mogi das Cruzes.

Em alguns pontos, os funcionários trabalham na remoção de terra e pedras para alargar as pistas. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), tudo está dentro do cronograma.

Por isso, os moradores querem aproveitar que as obras estão nessa fase para pedir mudanças no projeto. “Eu acho que uma rotatória seria o ideal. Porque, por exemplo, um viaduto seria uma obra um pouco mais cara e mais demorada. A rotatória seria o ideal porque tem área para recuo”, propõe Rene Bettoni.

O DER lembrou que o projeto executivo foi apresentado e aprovado pela comunidade e lideranças políticas da região durante audiência pública em abril de 2016.

Quanto aos dispositivos de acesso, o DER informou que o projeto foi desenvolvido para que nenhum lugar ficasse isolado.

Em uma extensão de 7,45 quilômetros da nova pista duplicada foram projetados sete dispositivos de acesso e retorno, ou seja, um a cada quilômetro. Mais três passarelas também serão construídas em locais de movimentação de pedestres.

Já os dispositivos de acesso e retorno estão localizados no bairro Limoeiro, Estrada dos Índios, Condomínio Arujá Hills 3, Rua Calógero Rapé, Estrada Pedreira Minercal, Estrada São Bento e Estrada Taboão do Parateí.

 

 

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